Pregação em hospital vira caso de polícia: pastor é investigado por injúria homofóbica na Bahia
Feira de Santana (BA) — A Polícia Civil da Bahia instaurou um inquérito para investigar o pregador Moisés Neri dos Santos, conhecido como Pastor Moisés, por suspeita de injúria com conotação homofóbica após um incidente ocorrido na última segunda-feira (20/04/2026), dentro do Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA).
A denúncia foi apresentada por um jovem de 20 anos que afirmou ter sido alvo de ofensas durante uma pregação religiosa no interior da unidade de saúde. Segundo o depoimento, o pastor teria dito que a homossexualidade é "abominável aos olhos de Deus", o que gerou conflito e levou ao acionamento das autoridades.
Após o episódio, a vítima, testemunhas e o investigado foram encaminhados à delegacia para prestar esclarecimentos e, em seguida, liberados após as oitivas iniciais. Até o momento, não houve prisão em flagrante; a apuração segue por meio de inquérito policial.
As próximas etapas da investigação visam esclarecer se a fala foi dirigida especificamente ao jovem ou se se tratou de uma declaração genérica de cunho doutrinário. Novas testemunhas devem ser ouvidas nos próximos dias para definir o contexto exato da abordagem no hospital.
O advogado Armênio Seixas, que representa Moisés Neri, nega a prática de qualquer crime. A defesa sustenta que o pastor realizava uma leitura bíblica, sem ataque pessoal a funcionários ou pacientes, e fundamenta o caso no direito à liberdade de expressão religiosa.
Moisés Neri possui forte presença digital, com mais de 230 mil seguidores no Instagram. Ele também tem histórico na política baiana: disputou o cargo de deputado estadual em 2022 e buscou uma vaga na Câmara Municipal de Feira de Santana em 2024, sem êxito em ambos os pleitos.
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Fonte: Fuxico Gospel
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