Procurada pela PF, pastora irmã da primeira-dama de Sorocaba segue ativa nas redes; investigação a aponta como peça-chave
A pastora Simone Frate de Souza, irmã da primeira-dama de Sorocaba, Sirlange Frate Maganhato, permanece ativa nas redes sociais apesar de ser considerada foragida pela Justiça desde 6 de novembro, no contexto da Operação Copia e Cola, da Polícia Federal (PF). Enquanto publica mensagens de fé e superação, não faz menção pública à ordem de prisão.
A investigação apura um suposto esquema de desvio de recursos da Saúde em diversos municípios, com Sorocaba apontada como epicentro. Segundo a PF, o prefeito Rodrigo Manga (Republicanos) seria o líder da organização criminosa, e Simone teria atuado como peça-chave no setor financeiro. Na segunda fase da operação, que também afastou o prefeito do cargo, o marido de Simone, o bispo Josivaldo Batista de Souza, foi preso.
De acordo com os investigadores, a pastora teria exercido funções centrais no núcleo de lavagem de dinheiro, movimentando valores em espécie, quitando despesas pessoais de Manga e de Sirlange e utilizando estruturas religiosas para disfarçar pagamentos ilícitos. A decisão judicial que determinou sua prisão preventiva afirma que Simone servia de ponte para contratos públicos e organizava transações que simulavam serviços não prestados.
Apesar disso, suas redes seguem ativas. Nesta semana, ela publicou vídeos motivacionais sobre “processos de Deus” e “propósitos em meio à dor”, sem mencionar a condição de foragida. O perfil do bispo Josivaldo também aparece em postagens colaborativas, embora ele esteja preso há mais de uma semana.
A igreja do casal, Glória e Renovo, não é atualizada desde o início do mês, mas mantém fixo o pedido de doações, com contas bancárias e chaves pix disponíveis aos fiéis. Documentos financeiros ligados à Igreja Cruzada dos Milagres dos Filhos de Deus, também liderada pelo casal, indicam centenas de depósitos em dinheiro vivo, elemento que, segundo a PF, reforça as suspeitas de movimentações ilícitas.
Entre as evidências citadas pela PF estão boletos pagos por Simone em nome do prefeito — incluindo mensalidades de clube e despesas educacionais da filha de Manga — e a apreensão de quase R$ 1 milhão em espécie em um carro do casal na primeira fase da operação. A corporação sustenta que Simone teria papel relevante no suposto esquema. Enquanto isso, ela continua se comunicando com milhares de seguidores nas redes, mantendo o foco em mensagens religiosas e sem referência ao processo.
Fonte: Fuxico Gospel
Fonte: Fuxico Gospel