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R$ 310 mil para evento gospel em Teresópolis vira alvo do MPRJ em meio a atrasos salariais e crise financeira

R$ 310 mil para evento gospel em Teresópolis vira alvo do MPRJ em meio a atrasos salariais e crise financeira

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) ingressou com ação civil pública para impedir que a Prefeitura de Teresópolis use recursos públicos no evento religioso 'Clama Teresópolis', marcado para o próximo sábado (15). O caso ocorre enquanto o município enfrenta crise financeira, dívidas milionárias e atraso no pagamento de servidores.

Na ação, o órgão sustenta que a destinação de verbas municipais a um evento de natureza religiosa viola a laicidade do Estado e o princípio da isonomia entre credos.

De acordo com o MPRJ, a prefeitura comprometeu R$ 310 mil apenas em cachês artísticos: R$ 250 mil para a cantora Gabriela Rocha, um dos maiores nomes da música gospel nacional, com mais de 9 milhões de seguidores no Instagram, e R$ 60 mil para o cantor Marcelo Nascimento.

Para o Ministério Público, a realização do evento é incompatível com o cenário fiscal da cidade, que acumula dívidas, registra atrasos salariais e enfrenta dificuldades para manter serviços essenciais, como o funcionamento de hospitais conveniados ao SUS. A própria administração municipal decretou estado de calamidade financeira no início deste ano.

O evento é organizado em conjunto com o Conselho de Pastores Evangélicos de Teresópolis (Copete) e terá a participação do pastor Bruno Couto, da Igreja Metodista. Na avaliação do MPRJ, o encontro não se enquadra como manifestação cultural, mas como ato de adoração, o que tornaria irregular o financiamento com dinheiro público.

Até o momento, a prefeitura não se pronunciou oficialmente sobre a ação. Se o pedido do MPRJ for aceito pela Justiça, o 'Clama Teresópolis' poderá ocorrer apenas com recursos privados, sem repasses da administração municipal.

Fonte: Fuxico Gospel

Fonte: Fuxico Gospel

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