‘Recuse a comida’: vídeo de pastor reacende debate sobre Festa Junina e acusação de paganismo
O ciclo de celebrações juninas, arraigado na cultura popular brasileira, reacendeu em junho de 2026 um antigo debate no meio evangélico. O pastor e teólogo Caio Modesto divulgou um vídeo que ganhou ampla repercussão nas redes sociais, no qual classifica as festividades — inclusive versões adaptadas por igrejas, como “Sem João com Jesus” e “Festa da Colheita” — como desdobramentos do paganismo e do sincretismo religioso.
Segundo Modesto, a aparência culturalmente inofensiva de quadrilhas e fogueiras ocultaria um elemento de veneração a figuras do catolicismo, como Santo Antônio, São João e São Pedro. “O catolicismo é especialista em cristianizar tudo que vem do paganismo. O calendário e os costumes da celebração giram em torno do culto a homens e não da adoração devida unicamente a Deus”, afirmou, rechaçando tentativas de “contextualização gospel” da festa.
A parte mais controversa de sua fala mirou a culinária junina. Amparado no texto bíblico de 1 Coríntios 10, que aborda alimentos sacrificados a ídolos, o teólogo defendeu que fiéis recusem comidas típicas quando identificadas como parte do universo junino. “Se lhe servirem comida típica e disserem que veio de uma festa junina, aplique o mesmo critério. Recuse. Você não vai morrer de fome por não participar”, disse.
As declarações evidenciam divergências teológicas entre lideranças contemporâneas. Ministérios com perfil mais pragmático e foco no público jovem defendem o uso do forró e das comidas de milho como ferramentas de comunhão e evangelismo. Já setores que se reivindicam mais ortodoxos veem tais práticas como concessões perigosas ao secularismo e à idolatria.
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Fonte: Fuxico Gospel
Fonte: Fuxico Gospel