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'Roubando Jesus': Lagoinha Alphaville é acionada na Justiça por suposto constrangimento de criança de 11 anos a doar R$ 16

'Roubando Jesus': Lagoinha Alphaville é acionada na Justiça por suposto constrangimento de criança de 11 anos a doar R$ 16

A Igreja Batista da Lagoinha em Alphaville é alvo de uma ação judicial que tramita na Comarca de Atibaia (SP), movida pela advogada Renata Lemos Ferreira, mãe de uma menina de 11 anos. Ela pede indenização por danos morais de R$ 20.000,00 e a restituição de R$ 16,00, valor que alega ter sido doado pela filha após suposto constrangimento durante um culto infantil. De acordo com a petição inicial, em 20 de julho de 2025, a criança participou de uma atividade na sede da igreja conduzida pelo voluntário identificado como Jônatas Henrique. Durante o encontro, ela teria sido pressionada a entregar todo o dinheiro que possuía em conta, sob o argumento de que quem não ofertasse estaria 'roubando Jesus'. A irmã da menor, de 13 anos, que também estava presente, enviou mensagens à mãe relatando o episódio e alertando que 'na igreja do papai eles pedem dízimo pras crianças'. Ainda segundo a ação, a menor confirmou posteriormente que realizou a doação por medo de estar 'roubando Jesus', e um extrato bancário anexado ao processo comprova a retirada de R$ 16,00 no mesmo dia. A petição destaca que a igreja disponibilizava maquininha de cartão e a opção de PIX para que crianças pudessem fazer doações mesmo desacompanhadas dos pais, o que, na visão da autora, caracteriza pressão emocional e constrangimento em ambiente religioso, agravados pelo fato de se tratar de pessoa civilmente incapaz. O processo afirma que, durante a aula bíblica, foi lido o texto de Malaquias 3:6-10, que descreve a recusa do dízimo como 'roubar a Deus' e motivo de maldição. A interpretação literal atribuída à criança teria intensificado o temor de punição espiritual, motivando-a a doar todo o valor que possuía. A autora fundamenta o pedido no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que assegura proteção contra constrangimento psicológico ou religioso, e nos artigos 186 e 927 do Código Civil, relativos à responsabilidade por ato ilícito. Sustenta ainda que, embora voluntários, os monitores atuam em nome da instituição, o que, segundo a petição, atrairia a responsabilidade objetiva da igreja. Para a mãe, os R$ 20.000,00 reivindicados têm caráter compensatório pelo abalo psicológico e espiritual que ela diz ter sido causado à filha, além de pedir a devolução dos R$ 16,00. 'Trata-se de ato de coação emocional, incompatível com um ambiente cristão que deveria transmitir amor e não medo', diz o texto da ação. O caso ocorre em meio a uma transição na Lagoinha Alphaville. Em julho, o pastor André Fernandes e a esposa, Quezia, anunciaram a saída da liderança da igreja, em despedida durante um culto, afirmando atender a um chamado apostólico para se dedicar ao ministério evangelístico fora do Brasil. A coincidência entre a repercussão judicial e a mudança de comando mantém a atenção sobre a filial de Alphaville, considerada uma das mais prósperas da Lagoinha Global.

Fonte: Fuxico Gospel

Fonte: Fuxico Gospel

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