Sete razões de Lamartine Posella para cristãos na política reacendem debate sobre fé e Estado
SÃO PAULO (SP) — O pastor Lamartine Posella, líder da YAH Church e conhecido por suas análises sobre escatologia e temas apocalípticos, defendeu a participação de cristãos na política em um vídeo publicado no Instagram e apresentou sete motivos para o engajamento. Segundo ele, "a luz deve brilhar também no espaço público". Posella argumenta que, em uma democracia, diversos setores buscam voz e que a neutralidade de cristãos pode abrir espaço para valores que divergem da Bíblia. "Cristão não adora políticos, mas também não foge à responsabilidade", afirmou. A seguir, as sete razões elencadas pelo pastor: 1. Valores moldam leis: quando os cristãos se calam, outros valores ocupam o vácuo legislativo. 2. Fé além da igreja: o evangelho deve transformar pessoas para que estas transformem a sociedade. 3. Busca pela justiça: a fé seria incompleta sem a prática do que é justo, conforme as Escrituras. 4. Impacto no próximo: decisões públicas afetam diretamente famílias, crianças e os mais vulneráveis. 5. Influência do poder: a Bíblia mostra que governos podem promover tanto o bem quanto o mal. 6. Perigo da omissão: quando os justos se calam, os injustos assumem o governo sem resistência. 7. Luz no espaço público: a luz do cristão não foi feita para ficar restrita ao teto dos templos. O conteúdo teve reação imediata na internet, ultrapassando a marca de 3 mil comentários em pouco tempo. A maioria dos seguidores manifestou concordância com o posicionamento, em linha com a tendência de maior participação política de grupos evangélicos nas redes sociais. Para Posella, o envolvimento não se trata de partidarismo cego, mas de uma extensão do mandato bíblico de ser "sal e luz" na terra. "A omissão também é responsabilidade", disse, incentivando o público a compartilhar a reflexão. O outro lado: críticos da mistura entre religião e política argumentam que a instrumentalização da fé por lideranças religiosas pode comprometer a laicidade do Estado e gerar divisões dentro das próprias congregações. Erros ou direito de resposta? [email protected].
Fonte: Fuxico Gospel
Fonte: Fuxico Gospel