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Síndico que confessou ter matado corretora é levado a Caldas Novas

Síndico que confessou ter matado corretora é levado a Caldas Novas

Síndico que confessou ter matado corretora é levado a Caldas Novas

O síndico Cleber Rosa de Oliveira, que confessou ter matado a corretora Daiane Alves Souza, está sendo levado pela Polícia Civil para Caldas Novas, na região sul de Goiás, para novas buscas (veja o vídeo acima). Daiane ficou desaparecida por mais de 40 dias antes da prisão do síndico, com quem tinha um histórico de denúncias e brigas.

O suspeito está neste momento a caminho da cidade onde Daiane morava há dois anos para administrar seis apartamentos da família. Na última quarta-feira (28) Cleber e o filho, Maicon Douglas Souza de Oliveira, foram presos na investigação sobre a morte da corretora (veja o que pai, filho e o porteiro ouvido disseram à polícia).

Em nota enviada ao g1 na última quinta-feira (30), a defesa de Cleber disse que ele passou por audiência de custódia e seguia contribuindo com as investigações. A defesa de Maicon Douglas disse que ele não possui qualquer envolvimento, direto ou indireto, com o crime em questão. Disse ainda que Maicon respondeu a todos os questionamentos de forma transparente e satisfatória, colaborando ativamente com a elucidação dos fatos (leia a nota na íntegra ao fim do texto).

Cleber Oliveira está preso suspeito da morte da corretora de imóveis Daiane Alves — Foto: Arquivo Pessoal/ Fernanda Alves e Wildes Barbosa/O Popular

Daiane foi vista pela última vez no dia 17 de dezembro de 2025, quando desceu ao subsolo do prédio onde morava há dois anos. Segundo a polícia, Cléber é investigado por homicídio, enquanto Douglas é suspeito de ajudar o pai a ocultar provas do crime comprando um novo celular para ele.

Cleber e Maicon foram presos no mesmo prédio em que Daiane desapareceu. Segundo a polícia, as prisões temporárias têm duração de 30 dias, podendo ser prorrogadas pelo mesmo período, para que mais detalhes sobre a morte da corretora sejam esclarecidos.

De acordo com os investigadores, assim que as provas foram apresentadas, ele contou que o crime aconteceu no subsolo do prédio, depois de mais uma discussão entre os dois. Em seguida, ele levou a polícia até o local onde deixou o corpo de Daiane, em uma região de mata em Ipameri.

Corpo de corretora foi encontrado a cerca de 15 quilômetros de Caldas Novas, em Goiás — Foto: Arte/g1

Após o desaparecimento de Daiane e o início das investigações, a polícia descobriu que corretora e síndico tinham um histórico de brigas que chegaram à esfera judicial. são 12 os processos que envolvem Cléber e Daiane.

Em coletiva de imprensa realizada após as prisões, a polícia confirmou os relatos da família de que a falta de luz era comum nos apartamentos administrados por Daiane. De acordo com a investigação, testemunhas disseram a prática de desligar os disjuntores era comum para Cleber.

Corretora denunciou que síndico deu soco nela em discussão sobre falta de água

Além disso, a polícia afirma também que antes de Daiane se mudar para Caldas Novas, Cleber era quem cuidava das locações dos apartamentos. Por isso, a mudança teria iniciado as brigas entre os dois e motivado o crime, segundo a polícia.

As imagens que circulam na internet são das câmeras do elevador do prédio, que mostram Daiane descendo até a recepção e depois ao subsolo, quando desaparece. De acordo com a polícia, Cléber usou escadas para não ser filmado.

Pouco antes da prisão, a polícia apreendeu o gravador das filmagens para fazer uma perícia e identificar se houve adulteração. Além do gravador das câmeras de segurança, a Polícia Civil recolheu também os objetos pessoais que estavam no apartamento da corretora.

Daiane Alves Souza, de 43 anos, está desaparecida há quase um mês em Caldas Novas — Foto: Arquivo pessoal/Nilse Alves Pontes

De acordo com a polícia, Cleber ficou em silêncio quando os investigadores perguntaram como ele matou Daiane. O corpo da corretora está no IML (Instituto Médico Legal) de Goiânia, onde será examinado.

A partir disso, a Polícia Científica poderá definir a causa da morte. A previsão é de que o resultado fique pronto em 10 dias.

Mãe da corretora Daiane Alves fala sobre o desfecho do caso

A mãe de Daiane, Nilse Alves, disse viver um misto de sentimentos após a prisão do síndico e que quer dar um "enterro digno" à filha. “É uma sensação de alívio, de revolta e de dor. É tudo misturado”, afirmou em entrevista à TV Anhanguera.

O corpo de Daiane deve ser enterrado em Uberlândia (MG), sua terra natal. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.

Na qualidade de defensores constituídos de Maicon Douglas Souza de Oliveira, os advogados subscritos vêm a público esclarecer os fatos relativos à sua prisão temporária, ocorrida no âmbito das investigações que apuram o falecimento de Daiane Alves. Inicialmente, é imperativo destacar que Maicon Douglas não possui qualquer envolvimento, direto ou indireto, com o crime em questão, cuja autoria já foi confessada exclusivamente por seu genitor, Cleber Rosa de Oliveira, em ato que não contou com o auxílio ou prévia ciência de Maicon.

Na data de ontem (29/01/26), Maicon foi submetido à audiência de custódia e, posteriormente, prestou depoimento perante a autoridade policial. Durante o interrogatório, o investigado respondeu a todos os questionamentos de forma transparente e satisfatória, colaborando ativamente com a elucidação dos fatos e negando veementemente qualquer participação no trágico evento. A defesa técnica reitera sua confiança no Poder Judiciário e informa que já está adotando todas as medidas processuais cabíveis para restabelecer a liberdade de Maicon Douglas o mais breve possível, garantindo o respeito às garantias constitucionais e à verdade real.

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Fonte: G1 Globo

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