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Um ano sem Rina: o que mudou na Bola de Neve e o que vem agora

Um ano sem Rina: o que mudou na Bola de Neve e o que vem agora

Um ano após a morte de Rinaldo Luiz de Seixas Pereira, o Apóstolo Rina, fiéis, líderes e pesquisadores avaliam o legado do fundador da Bola de Neve e os caminhos da denominação. Rina morreu em 17 de novembro de 2024, aos 52 anos, após queda de moto na Rodovia Dom Pedro I (SP-065), na altura do km 131, em Campinas (SP), por volta das 16h04, segundo a concessionária Rota das Bandeiras. De acordo com os registros oficiais, não houve envolvimento de outro veículo.

Fundador da igreja em 1999, em São Paulo, Rina se destacou por uma linguagem direcionada à juventude, pela incorporação das culturas do surf e do skate às práticas e à estética dos cultos e pela expansão da denominação, hoje com centenas de unidades pelo país. Em 2024, ele chegou a se afastar provisoriamente do ministério após denúncias de violência doméstica feitas por sua ex-esposa, fato reconhecido pela igreja.

Para o pesquisador de religiões urbanas e teólogo Lucas Brandão, o impacto do líder ultrapassa o papel pastoral. “Ele trouxe um modelo de igreja com estética jovem, cultura de ação e comunicação direta. A falta dele não encerra sua obra; mostra que a ideia era maior do que a pessoa”, avalia.

Neste domingo (16), congregações da Bola de Neve em São Paulo e em outras cidades dedicaram momentos de culto à lembrança do fundador. “Sentimos sua ausência, mas vemos que ele formou uma base forte que resiste à perda”, afirmou um pastor local.

Entre os membros, prevalecem relatos de saudade e continuidade. A fiel Danielle Moura resumiu: “Quando penso no apóstolo, vejo como ele falava com cada pessoa. Hoje sentimos isso como legado e não apenas como liderança”.

A morte de uma figura central acelerou debates sobre sucessão e manutenção institucional. Para a pesquisadora Marina Campos, “igrejas com liderança muito personalizada enfrentam desafios quando o líder parte. Mas a Bola de Neve mostrou sinais de estrutura antes da saída”. Segundo relatos, o conselho pastoral já atuava de modo compartilhado antes do falecimento.

No balanço de um ano, a memória de Rinaldo Luiz de Seixas Pereira permanece viva entre os que o viam como referência de renovação no evangelicalismo brasileiro, enquanto a denominação busca consolidar sua organização e preservar o modelo que ajudou a projetá-la nacionalmente.

Fonte: Fuxico Gospel

Fonte: Fuxico Gospel

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