Vídeo de Edir Macedo sobre morte de pastor viraliza: "não vou chorar a morte da bezerra" reacende relatos de pressão na Universal
Uma declaração recente do bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), gerou forte reação de fiéis e ex-membros. Em 14 de agosto, ao comentar a morte do pastor Lucas Di Castro, de 35 anos, que atuava na Bolívia, Macedo afirmou em vídeo que não ficaria "chorando a morte da bezerra". Ele disse: "Ele se matou. Eu senti muito. Mas eu vou ficar chorando a morte da bezerra? Eu não vou ficar chorando a morte da bezerra, não. Eu vou continuar na minha fé", criticando cristãos que, segundo ele, vivem uma fé "sentimental" e "fraca". As falas, interpretadas nas redes como insensíveis diante da hipótese de suicídio levantada em torno do caso, viralizaram e trouxeram à tona relatos de ex-pastores sobre a cultura interna da instituição. Em entrevista ao UOL, um ex-pastor identificado como João (nome fictício) disse não se surpreender com a postura do líder, afirmando ter vivido anos sob controle psicológico e cobranças. Segundo ele, a Universal impõe metas de arrecadação, exige lotação nos templos e restringe liberdades pessoais de pastores e suas famílias: "Não há sábado, domingo ou feriado. Não há folga. Não se pode casar com quem se quer, vestir o que se quer ou ter opinião própria. O tema saúde mental é tratado como fraqueza ou coisa do diabo". João, que deixou a igreja há seis anos, afirma ter compreendido as marcas da violência emocional após estudar psicologia. Em nota, a Igreja Universal negou que o caso de Lucas esteja relacionado a suicídio, afirmou que exames médicos de rotina atestavam boa saúde, disse ter prestado apoio à família e classificou como "falsas e maldosas" as críticas feitas por desafetos da instituição.
Fonte: Fuxico Gospel
Fonte: Fuxico Gospel