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Vídeo flagra emboscada no prédio; polícia diz que síndico planejou morte de corretora em Caldas Novas

Vídeo flagra emboscada no prédio; polícia diz que síndico planejou morte de corretora em Caldas Novas

Imagens recuperadas do celular de Daiane Alves, 43, mostram o momento em que a corretora é surpreendida no subsolo de um prédio em Caldas Novas (GO). Segundo a Polícia Civil, o síndico do condomínio, Cleber Rosa de Oliveira, 49, premeditou o crime ao desligar a energia do apartamento dela para atraí-la ao local. A defesa de Cleber afirma que ainda não teve acesso integral aos documentos recém-inseridos na investigação, especialmente ao relatório final, e só se manifestará após a análise completa. Daiane foi morta na noite de 17 de dezembro com dois disparos na cabeça. De acordo com a Polícia Científica, um projétil ficou alojado e outro teve saída; os tiros foram efetuados na região da mandíbula. As investigações apontam que a execução ocorreu às margens da GO-213, a cerca de 15 km de Caldas Novas, e não dentro do condomínio. A ação no subsolo durou cerca de 8 minutos. O deslocamento para levar o corpo até a área de mata e o retorno ao prédio levou 48 minutos. Às 19h29, Daiane desceu de elevador para verificar o quadro de energia do apartamento 402. Segundo o delegado André Luiz Barbosa, 13 minutos antes Cleber havia desligado o fornecimento de energia para induzi-la a ir ao subsolo. No vídeo gravado pela própria Daiane, é possível ver Cleber caminhando de luvas. Ela comenta que vai checar o disjuntor do 402 e diz: "Aaah. Olha quem eu encontro" e, na sequência: "Acabou de perder minha energia no 402, ué? Vamos ver se essa brincadeira tá continuando". Ao mostrar o relógio de energia, ela afirma: "Vamos ver se tem menino brincando de desligar as coisas...". Logo depois, um homem encapuzado, identificado pela polícia como Cleber, a atinge com um golpe de objeto contundente. A Polícia Científica informou que não é possível precisar o ponto exato do impacto nem qual objeto foi usado devido ao avançado estado de decomposição do corpo. O celular de Daiane, que registrou o ataque, foi localizado 41 dias após o crime dentro da caixa de esgoto do condomínio. A filmagem também mostra a caminhonete de Cleber estacionada próxima ao almoxarifado, com a capota aberta. De acordo com o delegado, o síndico retirou o corpo do subsolo, colocou-o no veículo e seguiu até a margem da rodovia. Inicialmente, a hipótese de participação de terceiros foi considerada, mas o vídeo levou a polícia a concluir que ele agiu sozinho. Exames de DNA confirmaram que vestígios de sangue encontrados no almoxarifado eram de Daiane, provavelmente decorrentes das lesões causadas no momento do golpe. Testes periciais e a reconstituição afastaram disparos no subsolo ou no almoxarifado: segundo a polícia, qualquer tiro ali seria ouvido na recepção. Para o médico legista Ricardo Peixoto, da Polícia Científica, os tiros foram efetuados em área de mata, de baixo para cima, com a vítima possivelmente deitada em declive. Ele afirmou que, no momento dos disparos, o coração de Daiane ainda batia e ela mantinha pressão arterial. O delegado André Luiz Barbosa classificou o caso como homicídio premeditado: "Tratou-se, de fato, de um homicídio premeditado, uma emboscada deliberada, na qual ele desligou o padrão de energia da Daiane para que ela descesse ao subsolo. Ele, então, a incapacitou, retirou do local e a executou com dois disparos de arma de fogo". A investigação descreve o vídeo como "o ato final" que comprovou a autoria. Há registro de que Cleber confessou ter matado Daiane. Nota da defesa do síndico: "O escritório Nestor Távora e Laudelina Inácio Advocacia Associada, representando os interesses do Sr. Cleber Rosa de Oliveira, vem informar que a defesa técnica ainda não obteve acesso à integralidade dos documentos recentemente inseridos na investigação, sobretudo ao relatório final policial, de modo que somente se manifestará após a análise de todo o seu conteúdo".

Fonte: G1 Globo

Fonte: G1 Globo

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