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Vídeo mostra ataque e polícia afirma: síndico agiu sozinho na morte de corretora em Caldas Novas; filho é solto

Vídeo mostra ataque e polícia afirma: síndico agiu sozinho na morte de corretora em Caldas Novas; filho é solto

A Polícia Civil de Goiás descartou a participação de Maicon Douglas de Oliveira, filho do síndico Cléber Rosa de Oliveira, 49, na morte da corretora Daiane Alves Souza, 43, em Caldas Novas, no sul do estado. Segundo o delegado João Paulo Mendes, um vídeo obtido pela corporação mostra a vítima reconhecendo o síndico momentos antes de ser atacada.

Maicon havia sido preso sob suspeita de auxiliar na ocultação de provas, mas, de acordo com a polícia, será solto. Em nota, a defesa dele afirmou que ficou comprovado que não houve participação no crime, ressaltando que Maicon não estava em Caldas Novas na data dos fatos, o que, segundo a defesa, leva ao arquivamento das suspeitas.

Daiane desapareceu em 17 de dezembro de 2025, e o corpo foi localizado em 28 de janeiro, após a prisão de Cléber e a confissão do crime. A defesa do síndico informou que ainda não teve acesso a todos os documentos recentemente juntados ao inquérito, especialmente ao relatório final, e que só se manifestará após analisar o material.

Em coletiva realizada na quinta-feira (19), João Paulo Mendes afirmou que Cléber contou ao filho sobre o crime sem detalhá-lo, e que, por se tratar de relação familiar, tal circunstância não configura delito. Quanto à suposta obstrução de investigação, o delegado destacou que o celular do síndico — que se acreditava ter sido ocultado por Maicon — foi encontrado durante ação policial.

O delegado André Luiz Barbosa, responsável pela investigação, relatou que a Polícia Civil avaliou a eventual participação de outras pessoas, hipótese descartada ao longo das diligências. Segundo ele, os elementos indicam o síndico como a única pessoa com "motivos, meios e modo" para praticar o crime.

Conforme a corporação, Cléber deve responder por homicídio triplamente qualificado — por motivo torpe, meio cruel e emboscada —, além de ocultação de cadáver.

As desavenças entre Cléber e Daiane, de acordo com André, começaram após o síndico perder para a corretora a administração de seis apartamentos pertencentes à família dela. Câmeras do condomínio registraram uma discussão entre eles em fevereiro de 2025: nas imagens, o síndico conversa com o padrasto de Daiane, Arnaldo Silva, 79, e entra em uma recepção com porta de vidro; após a porta se fechar, Daiane se aproxima, bate no vidro e afirma que não queria o síndico sozinho com o familiar; em seguida, diz ter sido agredida por Cléber.

No processo mais recente, em 19 de janeiro, o Ministério Público de Goiás denunciou o síndico pelo crime de perseguição (stalking), com agravante de abuso de função, por ele administrar o condomínio onde a vítima residia.

Segundo as investigações, no momento do ataque o síndico usava luvas e estava encapuzado. No dia do crime, Daiane gravou vídeos mostrando uma queda de energia e os enviou a uma amiga, mas a gravação que flagrou o ataque não chegou a ser compartilhada.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, Cléber usou as escadas e pontos cegos do prédio para evitar as câmeras dos elevadores e do circuito de monitoramento. Em uma das gravações feitas por Daiane, aparece o carro do síndico estacionado próximo à saída, com a capota aberta; o veículo teria sido usado para transportar o corpo, que foi encontrado em Ipameri, a cerca de 15 km de Caldas Novas.

Fonte: G1 Globo

Fonte: G1 Globo

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