Vídeo mostra pastor atingido na cabeça por bala de pimenta durante oração em protesto nos EUA
Durante um protesto pacífico contra a política de imigração do governo Donald Trump, o pastor David Black, líder da Primeira Igreja Presbiteriana de Chicago, foi atingido na cabeça por uma bala de pimenta disparada por um agente do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA).
O episódio ocorreu durante a Operação Midway Blitz, uma ofensiva federal em andamento desde setembro, e foi registrado em vídeo, gerando ampla repercussão nas redes sociais e na imprensa americana.
As imagens, publicadas por Aaron Reichlin-Melnick, membro sênior do Conselho Americano de Imigração, mostram três agentes mascarados e fortemente armados posicionados no topo de um prédio durante a manifestação em frente a uma instalação do ICE. No vídeo, o pastor aparece com os braços erguidos em direção aos agentes, aparentemente em oração.
Segundos depois, um dos oficiais dispara balas de pimenta contra o grupo de manifestantes, e uma delas atinge o líder religioso diretamente na cabeça, liberando uma nuvem de fumaça branca. De joelhos e visivelmente atordoado, David Black segura o rosto enquanto alguns manifestantes o socorrem.
Em entrevista ao Religion News Service, o pastor afirmou que havia iniciado uma oração pelos agentes momentos antes de ser atingido: "Eu os convidei ao arrependimento. Disse que havia salvação e que o reino de Deus estava próximo". Ele acrescentou que ouviu os agentes “rindo” após os disparos, o que intensificou a indignação entre participantes do protesto.
O caso provocou reação de líderes religiosos e defensores dos direitos civis, que classificaram o ato como "abuso de poder" e "ataque à liberdade de expressão e de fé". Igrejas e organizações cristãs informaram que pretendem acionar as autoridades federais para investigar o incidente. O episódio reacendeu o debate sobre a atuação das forças migratórias e o uso de munições de impacto contra manifestantes pacíficos nos Estados Unidos; críticos afirmam que esse cenário é incentivado pela política migratória do governo Donald Trump.
Fonte: Fuxico Gospel
Fonte: Fuxico Gospel