Voltar às notícias

Vídeo recuperado de celular jogado no esgoto 41 dias após crime aponta emboscada contra corretora, diz polícia

Vídeo recuperado de celular jogado no esgoto 41 dias após crime aponta emboscada contra corretora, diz polícia

O celular da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, foi jogado em uma caixa de esgoto após ela filmar o momento em que foi atacada pelo síndico do prédio onde morava, segundo a Polícia Civil. De acordo com o delegado André Luiz, o aparelho só foi encontrado 41 dias depois do crime, e os investigadores conseguiram recuperar a gravação.

Cléber Rosa de Oliveira, de 49 anos, foi preso em 28 de janeiro e confessou o crime à polícia. Em nota, a defesa informou que ainda não teve acesso a todos os documentos recentemente inseridos na investigação, principalmente ao relatório final, e que só vai se manifestar após a análise completa do material.

Desaparecida desde 17 de dezembro, em Caldas Novas (GO), Daiane teve o celular localizado em 30 de janeiro, dois dias após o corpo também ter sido encontrado. Após ser preso, Cléber indicou aos investigadores a caixa de esgoto do prédio onde descartou o aparelho.

Com base na prova, o delegado afirma que o vídeo indica que o crime foi praticado mediante emboscada. A Polícia Civil informou que Cléber deve responder por homicídio triplamente qualificado — por motivação torpe, meio cruel e emboscada —, além de ocultação de cadáver.

Segundo as investigações, o síndico usava luvas e capuz no momento do ataque. No dia do crime, Daiane gravava vídeos sobre uma queda de energia no prédio e os enviava a uma amiga, mas o registro do ataque não chegou a ser encaminhado. Ela havia descido ao subsolo para verificar o problema. No último vídeo feito por Daiane, o síndico aparece pouco antes do crime, enquanto ela procurava pela caixa de energia do apartamento. Também é possível ver o carro de Cléber estacionado próximo à saída, com a capota aberta.

De acordo com a investigação, as brigas entre Daiane e Cléber começaram quando a corretora passou a administrar os seis apartamentos da família, antes geridos pelo síndico. Segundo a família, ao todo o síndico responde a 12 processos envolvendo a corretora. Em 19 de janeiro, 39 dias após o desaparecimento, o Ministério Público de Goiás denunciou Cléber por perseguição (stalking), com agravante de abuso de função, por ele ser o síndico do local onde ela residia.

Fonte: G1 Globo

Fonte: G1 Globo

Link permanente desta notícia