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Vídeo recuperado do celular revela emboscada no subsolo; síndico preso confessa morte de corretora desaparecida por 40 dias

Vídeo recuperado do celular revela emboscada no subsolo; síndico preso confessa morte de corretora desaparecida por 40 dias

Um vídeo divulgado pela Polícia Civil nesta quinta-feira (19) mostra o momento em que a corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, é atacada no subsolo do prédio onde morava, em Caldas Novas (GO). A gravação, recuperada do celular da vítima, foi central para a investigação. Daiane ficou desaparecida por mais de 40 dias até que seu corpo foi encontrado em uma área de mata na região sul de Goiás.

O síndico do condomínio, Cléber Rosa de Oliveira, está preso e confessou ter matado a corretora. Em nota, a defesa dele informou que ainda não teve acesso a todos os documentos recentemente anexados ao inquérito, especialmente ao relatório final, e que só irá se manifestar após analisar o material.

O filho de Cléber, Maicon Douglas de Oliveira, chegou a ser preso sob suspeita de ajudar na ocultação de provas, mas a Polícia Civil descartou o envolvimento dele no crime e informou que ele será solto. A defesa de Maicon foi procurada, mas não se manifestou até a última atualização.

Daiane desapareceu em 17 de dezembro de 2025, quando desceu ao subsolo para verificar uma queda de energia em um dos apartamentos sob sua administração. Cerca de 40 dias depois, a polícia prendeu o síndico, que confessou o crime, e o filho dele, inicialmente suspeito de auxiliar na ocultação de provas.

As imagens mostram Daiane chegando ao subsolo e seguindo em direção aos quadros de luz. Segundo a polícia, Cléber aparece no vídeo aguardando a corretora com luvas nas mãos, o que, para os investigadores, indica premeditação.

A Polícia Civil concluiu que Daiane foi morta com dois tiros na cabeça e que os disparos provavelmente ocorreram fora do prédio. “A perícia mostrou claramente que qualquer disparo dado seria ouvido na recepção do prédio”, afirmou o delegado André Luiz Barbosa.

De acordo com o superintendente da Polícia Científica, Ricardo Matos, a arma utilizada foi uma pistola .380 semiautomática. Uma das balas ficou alojada na cabeça e a outra saiu pelo olho esquerdo da vítima.

Natural de Uberlândia (MG), Daiane morava em Caldas Novas havia dois anos para administrar as locações dos apartamentos da família. Na noite do desaparecimento, um dos imóveis ficou sem energia, e ela desceu até o subsolo para verificar a situação.

Antes de desaparecer, a corretora enviou para uma amiga um vídeo descendo no elevador. O arquivo recuperado pela polícia registra as imagens captadas quando ela saiu do elevador e chegou ao subsolo.

A família descartava o desaparecimento voluntário, destacando que Daiane usava roupas casuais, deixou os óculos em casa e a porta do apartamento aberta. Por mais de 40 dias, as buscas se basearam nessas imagens e em câmeras de segurança do condomínio.

Cléber e o filho foram presos em 28 de janeiro, no próprio prédio onde a corretora sumiu. Na ocasião, o síndico confessou o crime e indicou o local onde o corpo foi deixado, em uma área de mata a cerca de 15 km de Caldas Novas.

Embora tenha confessado, Cléber não detalhou inicialmente como matou a vítima. Ao longo das diligências, a polícia localizou o celular de Daiane escondido em uma tubulação de esgoto e realizou perícias no subsolo do prédio, no carro do síndico e no ponto onde o veículo da corretora foi encontrado.

Segundo a investigação, a recuperação do último vídeo gravado por Daiane foi decisiva e encerrou o inquérito. “Foi aí que conseguimos comprovar que o crime foi premeditado e cometido mediante emboscada”, afirmou o delegado João Paulo.

A polícia informou ainda que havia um histórico de desentendimentos entre Cléber e Daiane, que evoluíram para ações judiciais. Os conflitos teriam relação com a administração de seis apartamentos da família da vítima, anteriormente geridos pelo síndico. No total, há 12 processos envolvendo ambos. Enquanto Daiane ainda estava desaparecida, o Ministério Público de Goiás (MP-GO) denunciou o síndico pelo crime de perseguição. A acusação sustenta que ele usou a função para criar obstáculos à rotina dela, monitorá-la por meio das câmeras do condomínio e submetê-la a constrangimentos.

Fonte: G1 Globo

Fonte: G1 Globo

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